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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O pestinha (Problem Child)



"O pestinha" é o tipo de filme que todo mundo que nasceu no final dos anos 80 ou inicio  dos anos 90 deve ter assistido. Enquanto o primeiro teve várias exibições na Rede Globo o segundo de 1991 se tornou parte do acervo de filmes do SBT. Embora ligeiramente ruim,
mas ainda funcionando como entretenimento, é o tipo de filme que envelheceu mal graças
ao preguiçoso exploração do roteiro escrito por dois roteiristas.
 
 
Começando com Junior(Michael Olivier) sendo adotado por  pais adotivos chamados Ben(John Ritter) e Flo(Amy Yasbeck) e sendo a 31º vez em que ele é adotado. O mal aproveitamento da história já começa
no inicio,  em não fazer um bom uso da vida sofrida de quem é órfão. Em vez disso o diretor Dennis Dugan usa as cenas como momento supérfluo. Teve uma boa performance de bilheteria faturando 72 milhões no mundo todo,  uma quantia bem mais polpuda que sua continuação que faturou apenas 32 milhões no mercado
global.
 
O filme ainda consegue ter charme pela presença do ator John Ritter (1948-2003) que consegue transmitir através do seu carisma, alivio cômico. Seu desempenho não fica nada a dever, em contrapartida o desempenho dos outros atores ficam a desejar.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Quando um Homem é Homem ( Mclintock! )




Michael Wayne (1934-2003) era o filho mais velho de John Wayne, fez faculdade; mas a sua vontade era trabalhar na empresa do pai, a Batjac, que enveredou em 1961 e teve o seu primeiro trabalho como produtor de maneira relevante  em "Quando Um Homem é Homem", que contou também com o roteirista preferido de John Wayne, Edward James Grant. É um bom filme, com ação e humor na medida certa, só que com uma história facilmente esquecível. O fato de não ter atores canastrões contribui muito.

Mclintock( John Wayne) é quem praticamente manda na cidade, com todos os seus habitantes o encarando  como uma autoridade. Se um dos focos era esse, seria coeso o roteirista Edward James Grant ter dado
um foco mais tridimensional já que iria fazer muito bem ao filme. É uma película que tem basicamente uma estrutura unidimensional. Embora essa escolha não estrague a qualidade, de certa forma tira um
pouco da ambição que a película poderia ter tido.
Na época foi vendido como o filme com maior número de dublê usado em uma cena. O filme estreou em novembro de 1963, mês em que John Kennedy morreu e que não se falava em outra coisa, só que aparentemente a bilheteria não foi prejudicada em virtude disso.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sorte de Verdade (The Lucky Texan)





O diretor norte-americano Robert N. Bradbury dirigiu 93 filmes sem contar os curtas metragens. "Sorte de Verdade" também contou com a produção de Paul Malvern que produziu 92 filmes entre 1929 a 1950 e começou na indústria bem por baixo, como dublê de filmes mudos.  A Lone Star era uma das várias produtoras independentes que existiam na época e seus filmes foram uma das fontes de renda do jovem John Wayne,  até se firmar como astro em "No Tempo das Diligências"(1939) de John Ford. O desenvolvimento dos personagens é um pouco superficial, o que se destaca são as cenas de ação, todas muito bem filmadas e planejadas. Na história, acompanhamos a chegada de Jerry Manson(John Wayne), que decidi morar com um velho conhecido seu desde a infância, Jake Benson(interpretado por George "Gabby" Hayes que na época estava na faixa dos 40 anos e interpretou um senhor de idade. Dá facilmente para o expectador reconhecer que o ator é bem mais jovem que o personagem).
 
Robert N. Bradbury, como realizador, tenta embutir muita ação só que as cenas de romance não tem uma boa sintonia fazendo com que essa parte da história não fique na memoria. A atriz Barbara Sheldon faz um bom trabalho nos convencendo na incorporação da personagem Betty Benson. Esse foi seu único filme como atriz que antes fez curtas metragens e figuração, depois disso teve o azar de não conseguir mais papeis e se retirou da indústria.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sublime Inspiração (The Rocking Horse Winner)



"Sublime Inspiração" é uma adaptação da literatura escrita pelo britânico D.H Lawrence. O filme adaptado cinematograficamente pelo diretor britânico Anthony Pelissier (1912 - 1988) não é um grande filme em razão da sua curta duração, configurando apenas como um filme eficiente no sentido do que pretende mostrar. Paul Grahame (John Howard Davies) pertence a uma família de classe média em Londres que vem passando por dificuldades financeiras. Em razão disso ele decide ganhar algum dinheiro para ajudar sua mãe Hester Grahame(Valerie Hobson). John Howard Davies, filho de um casal de roteiristas, possui o melhor desempenho da produção transparecendo várias facetas de ingenuidade, bondade, ambição, o que acaba contribuindo para que o personagem se torne complexo. Possui alguns erros na escalação de elenco na questão de diferença de idade, como Tio Oscar( vivido pelo britânico Ronald Squire). Como ele pode interpretar o tio de John Howard Davies se a diference de idade para os dois atores é de 52 anos?!. E a cara já enrugada de Ronald Squire deixa uma sensação de artificialismo dele viver o tio de uma criança. É uma produção agradável e sombria na mensagem que tenta passar. Hester Grahame(Valerie Hobson) convence no papel, e suas expressões faciais sempre de preocupação e angustia fazem com que sua personagem não pareça unidimensional.
 
 

A produção tem o selo da Rank Organization, poderosa produtora de filmes britânicos que produziu muitos clássicos naquela época, cujo dono era o britânico Arthur Rank que chegou a comprar o estúdio mais antigo de Hollywood, a Universal, quando Carl Laemmle (o fundador da empresa) deixou que seu filho Carl Laemmle Jr assumisse a chefia do estúdio que culminou na quase falência da empresa.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Lagoa Azul (The Blue Lagoon)




A sessão da tarde foi fundada na emissora Rede Globo no dia 11 março 1974 e certamente "A Lagoa Azul" é o filme mais lembrado pela maioria das pessoas, visto pela maioria dos brasileiros pelo menos uma vez na vida. O jovem diretor Randal Kleiser era um admirador do romance do irlândes Henre De Vele cuja obra foi publicada em 1908 e ganhou outras duas versões para o cinema, afora essa. Acho que o filme em si por mais que seja envolvente e de narrativa fácil, não demonstra estrutura dramática  em carregar o fator de aqueles dois jovens Emmmeline ( Brooke Shields) e Richard (Christopher Atkins) estarem naquela ilha e condenados passar o resto de suas vidas convivendo de forma precária perto de uma aldeia de índios selvagens.

Paddy (vivido pelo australiano Leo Mckern) é o melhor personagem da pelicula, já que possui uns trajetos cômicos e uma cara mal-humorada, aliada ao fato de que quando ocorre o naufrágio no navio ele ser responsável pelos cuidados com as duas crianças. O roteiro do americano Douglas Day Stewart tenta também apresentá-lo como um anti-heroi, com ele dando chineladas em uma das crianças, para logo depois ser responsável pela educação de sobrevivência dos dois primos.  Quando ocorre sua morte, ainda no primeiro ato, o telespectador poderá ser sensivelmente tocado  graças ao bom trabalho do roteiro que se preocupa em desenvolver-se de maneira eficiente, ainda que por pouco tempo .

Ganhou o Framboesa de Ouro de pior atriz Brooke Shields. Teve um bom desempenho financeiro tendo um custo de quase 5 milhões e uma arrecadação de 58 milhões apenas nos Estados Unidos, o que obviamente resultou em uma continuação devido a esse retorno financeiro. "De Volta a Lagoa Azul"(1991) que tinha a jovem Ucraniana Milla Jovovich,  contou com uma verba de 11 milhões e um faturamento de apenas 2 milhões nos Estados Unidos enterrando as possibilidades de uma continuação.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Marcha de Heróis ( The Horse Soldiers)



 Produzido pela Mirisch Company - empresa de produção que produziu filmes até 1998. “Marcha de heróis “ é um filme de faroeste bem determinado.  Baseado no romance de Harold Sinclair, o filme começa com os ianques treinando o seu pelotão para invadir territórios.  Coronel Marlowe (John Wayne),  é um homem bem respeitado dentro do seu oficio, embora se fosse        interpretado por outro ator a faceta do personagem poderia
mudar drasticamente pois se trata de um vilão. O contorno da cara de John Wayne acaba se transformando em um anti herói devido ao excesso de heróis do velho-oeste que o ator interpretou em sua grande carreira .

O fato do filme ter uma única personagem feminina,  vivida por  Constance Towers (ainda viva),  ajuda a dar uma camada romântica e mais humana a projeção . Os objetivos dos  ianques  no decorrer  da historia é muito voltado para a guerra, com  diálogos eruditos, havendo conhecimento histórico é que vai se compreender melhor. Hanna Hunter (Constance Towers) é   quem guia o público,  já que a historia gira quase nos seus ombros .

Também é interessante observar as habilidades dos roteiristas John Lee Mahin e Martin Rackin (ambos também produtores do filme) em fazer com que Hanna Hunter se apaixone de maneira eloquentemente sutil pelo Coronel Marlowe,  fazendo com que quando essa dinâmica ocorra o público praticamente não se questione como ela veio a se apaixonar por ele,  já que a poucos minutos atrás ela o detestava por tê-la sequestrado.  Um belo
trabalho de roteiro .

Esse filme marcou também o último trabalho do dublê Fred Kennedy que morreu de maneira precoce enquanto fazia uma cena de alto risco.  Foi dublê em 19 filmes os quais em grande parte eram trabalhos de John Ford. A cena na qual ele deu a vida foi mantida no filme, contudo  as filmagens após sua morte foram paralisadas sendo concluídas na Califórnia


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Querida , Encolhi as crianças ( Honey, I Shrunk the Kids)


No dia 28 de Maio de 1933 através de um texto no The New York Times, foi descoberto que as crianças costumam carregar três vezes mais emoção assistindo um filme, que um adulto. Isso foi um estudo proporcionado através das tecnologias da época. Quando assisti esse filme no SBT foi muito impactante, coisa que hoje adulto o filme não conseguiria mais extrair de mim. Na história um cientista chamado Wayne( Rick Moranis) tem como principal inspiração Albert Einstein e quer construir uma máquina capaz de fazer qualquer produto diminuir de tamanho (ambicionando obviamente ganhar o Nobel , em cima de sua invenção ). Só que as coisas dão errada e seus filhos e vizinhos acabam sendo vitimas do experimento.

Rick Moranis, se aposentou em meados dos anos 90 para cuidar dos filhos já que sua esposa havia falecido. O que se tem da sua persona hoje como ator é apenas um espirito saudosista, já que o ator exibi uma certa dificuldade em exibir dramaticidade para esse e qualquer personagem que já tenha interpretado (pelo menos que tenha visto). E claro, em nenhum momento acreditamos que Wayne esteja estruturalmente abalado por ter feito seu sonho científico abalar a vida dos seus filhos.

Contudo os atores Amy O Neill e Thomas Wilson conseguem injetar as melhores qualidades no filme. Ambos atores carismáticos que exibem fisionomia dramática no momentos necessários. Sem falar que as cenas em que estão miniaturizados na beira da “selva”, que não é nada mais que o jardim da própria casa deles. É extremamente realista graças a todo o cuidado da direção de arte em fazer tudo aquilo ser palpável. A cena da formiga enaltecidamente grande e realista é um exemplo de como para nós um inseto desses não significa nada, mas para eles significa uma dimensão de perigo, o que acaba sendo transmitindo para o telespectador também. O que de fato esses momentos da narrativa em que estão miniaturizados merecem aplausos, é pela imersão de perigo e devaneios que a produção transmiti para o público.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os Comancheros (The Comancheros)




Os Comancheros é uma produção marcada de certa forma por ter sido o último filme do Húngaro Michael Curtiz, que tem como filme mais conhecido Casablanca (1942). É um filme que consegue distrair graças também ao formato CinemaScope que proporciona que as tonalidades de cores fiquem mais fortes. A história é interessante porque possui uma camada de Plots que mesmo que alguns enredos secundários sejam irregulares ainda é atraente. Acho que Jake Cutter ( John Wayne) por mais que não esteja na lista dos melhores personas que o Duke já encarnou no cinema, já que seu caráter sempre fica de forma questionável como por exemplo: quando ele mata seu colega, no salão de jogos por outro lado ele sempre demonstra paixão e melancolia quando fala na sua falecida mulher. Contudo era necessário ter havido um monólogo para falar sobre essa parte secundária já que o Jake Cutter teria ganhado uma linha complementar na história.

Stuar Whitman por outro lado acaba se tornando o verdadeiro protagonista da história. Paul Regret (Whitman) e Jake Cutter começam como antagonistas e terminam relativamente amigos a medida que as situações vão se desmoronando. Pilar (Ina Balin), é quem dá o suprimento necessário para que o filme tenha vida. A atriz que no inicio da carreira parecia que se tornaria uma estrela de cinema, não chegou a ser a próxima Sophia Loren morrendo precocemente com apenas 52 anos e deixando 3 meninas vietnamitas que ela havia adotado. Pilar é interessante por ser a filha do chefe dos bandidos, sua relação com seu pai é um dos melhores momentos da película, só que era necessário mais cenas dos dois juntos. Quando ela o perde saem poucas palavras de sua boca, o que poderia ter acasalado um momento dramático melhor. Outro problema seria explicar melhor as diferenças entre um índio pacifico e os comancheros que apenas fazem referência de forma sutil a isso. Não sei qual foi o momento exato que John Wayne assumiu a direção naquela época, ele tinha recém dirigido seu projeto dos sonho “The Álamo” (1960) e aqui as cenas de ação são bem coordenadas com vários cavalos se derrapando e um ótimo ângulo em que vemos uma janela com os índios se aproximando. Contudo o clímax, apesar de bem feito na parte técnica, acaba tendo soluções rápidas demais. Não custava nada o roteiro de James Edward Grant e Clair Huffaker (no qual escreveu livros de faroestes) poderiam ter dado uma despedida melhor a Paul Regret e Jake Cutter já que essa dupla passou o filme todo juntos. E a relação de Pilar e Paul Regret, se casaram ? Tiveram filhos? Era importante saber já que a espinha dorsal da película era o romance entre os dois. Um desfecho melhor poderia ter sido feito.

terça-feira, 23 de abril de 2013

As Aventuras de Tio Maneco





“Aventuras com Tio Maneco” é um filme razoável do cinema Brasileiro. A intenção é boa, só que sofre de problemas de má escolhas artísticas e um provável orçamento limitado impedindo do projeto ter sido melhor revigorado. Começando de maneira interessante,o roteiro de Flávio Migliaccio (que também é o diretor do filme), tenta deixar claro as dificuldades que é ser ter filhos, com a trupe de filhos sempre dando trabalho aos pais.

Na realidade a grande “ameaça” que o filme tem é um robô alienígena, que por sinal muito bem feito pela direção de arte. Só que de maneira intencional, ou não, a máquina acaba virando uma espécie de gracejo bobo para o filme. Eles acabam enfrentando muitas dificuldades piores em boa parte da projeção que se passa na selva, como contrabandista se índios. A cena da cachoeira é uma ótima estratégia para emanar o perigo que os personagens estão passando e disseminar isso para o público, só que nós nunca vemos de maneira apropriada eles encostando perto desse perigo, ficando apenas em arquivos de imagens a imagem da cachoeira e eles num barco tentando se safar do perigo.

Por outro lado, os pais dos garotas de classe média carioca poderiam ter tido mais cenas no decorrer do filme, já que tem mais carisma para proporcionar do que três atores mirins com pouco empenho para dramaticidade. O terceiro ato da película foi uma péssima ideia tomada pelos realizadores porque ao invés de vermos uma realidade autêntica acaba indo para o universo de “Mary Poppins” onde por mas que aquela realidade tenha entrado de maneira orgânica no filme de Robert Stevenson, aqui esse incremento não flui com o mesmo resultado.

“As aventuras com Tio Maneco” é um filme divertido , embora com muitos erros tentando pegar encalço no sucesso dos “Trapalhões”. Pode muito bem ganhar uma refilmagem com novas interpretações e incrementos na história.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ama-me com Ternura (Love Me Tender)

  

'Ama-me com Ternura' foi o primeiro filme da carreira de Elvis Presley. A história começa na guerra civil americana e logo nos conhecemos Vance Reno, que a principio é uma espécie de mal caráter com boa índole já bastante mostrado no decorrer da história da sétima arte. Pessoas que fazem coisas indevidas só que ainda ganham a simpatia do telespectador. É um filme de camada simples, com apenas vinte minutos já temos todos os problemas que serão trabalhados no decorrer da narrativa. As filmagens duraram do dia 23 de agosto de 1956 ao dia 8 de outubro.

Acredito que alguns momentos poderiam ter sido melhor abrangidos pelo roteiro de Robert Buckner. A relação de Cathy (Debra Paget) com Vance poderia ter sido mostrada em flashback, antes do seu envolvimento da guerra civil, apenas para quando Vance teria avistado Cathy com outro, Clint (Elvis Presley). O telespectador já sentir uma certa empatia do relacionamento amoroso de Cathy e Vance. O fato de Vance comprar utensílios através de dinheiro sujo é boa ideia de escopo de história. A família o questiona como ele conseguiu comprar tantos presentes para eles e imediatamente somos interrompidos por uma música de Elvis Presley, o que atrapalhou um momento que poderia ter sido mais eficiente. Por falar em Elvis Presley, pelo menos na produção de Estrela de Fogo ia ser um Western com vários musicais (mais precisamente quatro), só que a preocupação em se estabelecer como um ator sério acabou coibindo essa ação dos produtores e o filme acabou se tornando um belo Western. Com direção de Don Siegel o último diretor a dirigir o lendário John Wayne.

Voltando a falar em 'Ama-me com Ternura' é interessante ver Elvis com apenas 21 anos já demonstrando um forte talento como ator. Encenando de forma convincente todos as reações do personagem de forma visceral. Debra Paget não tem muito a oferecer a não ser sua beleza, e ficamos confusos em saber quem Cathy ama de verdade. Tem também Martha Reno (Mildred Dunnock) onde é desperdiçada pela trama tem pouquíssimos diálogos e desperdiça alguns momentos interessantes que o roteiro poderia ter abordado de maneira mais coesa, como Vance e Martha, discutindo moralidade já que Vance carece disso.  

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Dama de Branco (Lady in White)



Quando tinha 8 ou 9 anos, lembro de ter assistido no SBT esse filme, que embora seja um longa obscuro trazia muitas cenas memoráveis, embora o roteiro tenha mais erros que acertos. Começando no futuro, quando Frankie (Lukas Haas) vivia de forma estável como escritor e volta a sua terra natal. Apartir daí a história gira em torno de flashback. Toda a atmosfera do longa é sombria, graças à música fantasmagórica que por incrível que pareça foi orquestrada pelo próprio diretor - Frank Laloggia, que afora isso também escreveu e produziu. Um dos problemas, reside nas subtramas que não tem força suficiente para interessar o telespectador, como o Serial Killer. Se tivesse alguns diálogos fortes que endurecessem um tom sombrio, a coisa talvez ficasse mas emblemática.

O fantasma Melissa Ann, na cena em que é introduzida, é extremamente forte. Poderia ter ganho um personagem mais dramático se o realizador tivesse se preocupado em desenvolver preocupações que ela tivesse na vida pós morte. A única preocupação da menina é encontrar a mãe. Essa parte é extremamente confusa e o que poderia ser uma história sombria acaba se tornando uma coisa tola, justamente por conta desse posicionamento artístico que ele quis tomar. Na realidade, Melissa Ann teria sido mais que Frankie se o diretor Frank Laloggia tivesse realizado uma película sobre ela e não sobre Frankie. Teríamos um filme mais interessante, já que Melissa Ann é o fantasma de uma criança que foi assassinada e vive em um ambiente metafísico. Seria um ambiente mais rico para se contar uma história e Frankie, apesar de não aborrecer não é o protagonista cinematográfico que enriquece uma película dependendo da coadjuvante. Temos belas cenas quando Frankie e Ann estão em um cemitério e o por do sol aliado a beleza da paisagem, ressalta a preocupação da direção de arte em fazer uma coisa que soasse com perfeição. Tenho uma certa curiosidade de ver a versão lançada pela MGM em DVD, que conta com 36 minutos a mais de película. Alguns dos problemas que destaquei podem ter diminuídos nessa versão.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Star Trek - Insurreição




A série de TV Star Trek – A Nova Geração, estreou em 28 de setembro de 1987 e permeou na televisão exibindo episódios inéditos até o dia 23 de maio de 1994 . Star Trek Insurreição, é a terceira aventuras dessa nova geração de Tripulantes da Interprese, custando 58 milhões para ser produzido. Isso fica bem visível para quem observar apenas através das imagens sendo emitidas. Era necessário mais dinheiro para realizar o projeto em função da narrativa, que embora tendo ideias ambiciosas, demonstra isso na tela de maneira desajeitada. Na história, o capitão Jean Luc Picard (Patrick Stewart) e sua equipe, tem a missão de proteger uma raça de alienígena que mora em um planeta onde a radiação do sistema, faz com que eles sempre permaneçam jovens, sem rugas e plenamente saudáveis. A federação quer tomar conta desse território para estudá-lo e aumentar a expectativa de vida da humanidade na terra, só que são ideias propostas pelo script que são discutidas em poucas cenas, dando a entender que o ator e diretor norte-americano Jonathan Frakes se encarregou de dirigir esse projeto sem muita paixão com a história que tinha em mãos. Se Stanley Kubrick que ainda era vivo quando as filmagens estavam sendo rodadas, tivesse dirigido a película, provavelmente teríamos um filme de quase três horas graças ao seu perfeccionismo em querer tudo impecável.


Os Ba´ku vivem em um planeta onde a população é de apenas 600 pessoas. Seria coeso por parte da direção de arte e do falecido produtor e roteirista Michael Piller darem mas vivacidade ao
ambiente implementando insetos e mamíferos e não colocar isso em apenas uma bela tomada em que mostra um beija-flor e uma cachoeira. Esse foi o primeiro filme da franquia a ter todas
as imagens complementadas por computador. Outra observação é a amizade entre Data (Brent Spiner) e Artim (Michael Welch).O roteiro tenta criar formulas de fazer da relação desses dois
uma espécie de relação entre criança e androide, como foi retrato em O Exterminador do Futuro II (1991), de James Cameron. Para essa subtrama se angariar de verdade era necessário os dois
indivíduos terem uma participação maior no ato final, como por exemplo Artim ter ficado refém dos Son´a para Data resgatá-lo teria criado uma relação emocional maior entre os dois na trama.

Jonathan Frakes, como diretor, não se preocupa nem um pouco em criar alguma sequência de ação realmente boa. Por mais que o orçamento tenha sido baixo, não custava nada alongar alguns momentos eficientes. Como Jean Luc Picard veleja o mar indo em direção ao campo de espiação dos Son´a, dizem que cada página de roteiro é um minuto de filme. Então se ele tivesse esticado isso durante a pré-produção as plateias do mundo inteiro iriam apreciar melhor o momento, já que é engraçado, esteticamente eficiente e é um dos melhores momentos da película. A reviravolta que é apresentada nos momentos finais é complexo e desnecessária, sendo melhor os realizadores terem empurrado uma surpresa de outra forma.

terça-feira, 26 de março de 2013

Paraísos dos Falsários (Paradise Canyon)





Produzido pela Lone Star, produtora especializada em produções independentes. Foi dirigido por Carl Pierson - diretor norte-americano, o qual tem uma quantidade vastíssima de filmes no currículo. Na história, ficamos sabendo que John Wyatt (John Wayne) tem uma missão a cumprir: Prender alguns falsificadores de dinheiro, só que essa linha narrativa acaba se tornando um plot, já que o fio condutor da narrativa acaba se tornando o senhor Carter (Earle Hodgins ) e sua filha, que tem uma espécie de circo, ganhando a vida indo de cidade em cidade fazendo com que o público local tenha uma espécie de entretenimento. John Wyatt é um personagem que possui uma certa unidimensionalidade. O seu emprego lida com a lei, mas porque perde tempo trabalhando no circo apenas com um leve pretexto que o seu trabalho é “informal”. Todavia, o produto que o Dr Carter tem como principal atração do espetáculo tanto pode ser verdadeiro como pode ser uma farsa. Ele tem problema com alcoolismo e o fato de poder ter estabilidade financeira em cima da sua ocupação teoricamente falando, pode ser uma fraude. O roteiro não direciona o público saber mais a respeito disso.

Linda Carter (Marion Burns) tem um pequeno prólogo de como foi sua vida, tendo que cuidar do seu pai após o falecimento da sua mãe. Seria exigir demais do diretor se ele ao menos tivesse implantado flashback, a cena ia ficar dramaticamente mais eficaz. O vilão vivido pelo dublê e ator Yakima Canutt é interessante, por sabermos que ele chefia vários capangas entre a fronteira do Arizona e o México, mas não se torna memorável em motivo de aparecer pouco em cena. O tom de ameaça acaba indo por água abaixo em motivo da pouca duração da película de apenas 53 minutos. Os conflitos provocado pelos personagens tem que ser rapidamente desenvolvidos e concluídos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

RoboCop 3





Robocop 3 é o capitulo mais inferior da trilogia iniciada em 1987, mas tem sua parcela de acertos. Quando convergem na parte técnica, as cenas de ação são extremamente caprichadas merecendo parabéns a toda equipe de produção que se envolveu em fazê-las, só que o louvor fica só nisso. Determinada em acabar com a criminalidade de Delta City, as autoridades locais contratam um grupo de policiais que tem como principal objetivo “limpar” a escória ou qualquer mendigo das ruas da cidade. Temos ainda a introdução de uma nova personagem chamada Nikko (Remy Ryan). Ela perde os seus pais no momento que os policias tentam acabar com os criminosos ou qualquer pessoa que exiba um traço de pobreza. Só que não existe progressão dramática incutida. O fato de uma criança perder os seus pais logo cedo, deveria despertar nela uma forte tristeza, só que esta menininha já está altamente recuperada em questões de segundos, não demonstrando nenhum lampejo de lágrimas.


Não existe subtramas para a curta história. A maneira que foi encontrada para preencher o tempo da fita foi uma quantidade alta de cenas de ação. No filme de Paul Verhoeven existia essa quantia, mas contudo entrelaçava com os momentos dramáticos da narrativa, aqui não se pode dizer o mesmo, já que a morte da policial Anne Lewis (Nancy Lewis) é extremamente mal feita em decorrência da má atuação da atriz. Interessante observar que ela só aceitou participar do terceiro capitulo se sua personagem morresse. Deve ter encarado seus poucos dias de filmagens no set como se estivesse de férias, já que não existe encenação dramática quando ela morre. A partir daí, o objetivo de RoboCop durante toda a projeção é vingar a morte da parceira como se não existisse outros problemas para se preocupar . Devo elogiar o trabalho do britânico John Castle que talvez tenha sido o único ator que levou a sério esse filme. Se McDaggett não deu tudo que podia oferecer, essa culpa se deve aos roteiristas Frank Miller e o diretor Freed Nekker, não ao ator. Por fim RoboCop 3 acaba sendo um estudo interessante para quem sonha um dia fazer um filme de ação de baixo orçamento. Talvez o roteiro não tenha ficado primoroso em motivo da pressa, pois começou a ser rodado poucos meses depois do lançamento de RoboCop 2.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Grande Assalto ( The Real McCoy)


É estranho Kim Basinger ter aceitado a oferta de viver uma ladra de bancos, já que a atriz norte-americana estava no ápice da carreira e provavelmente seu agente na época devia ter lido roteiros melhores. Russell Mulcahy não é um grande contador de história, contudo sabe como elaborar uma boa sequência de ação como demonstrou no fraco, porém divertido “Highlander II – A Ressurreição” .

Karen McCoy (Kim Basinger) trabalha para um chefão do crime. Num dos seus dias de corja é pega de surpresa pela policia e acaba sendo obrigada a passar seis longos anos na prisão . Logo, a fragilidade do roteiro escrito a seis mãos começa a vir. Se esse tempo todo ela ficou na prisão, não seria coeso ela ter deletado o líder da gangue responsável por seus anos de amargura atrás das grades? Essa grande lacuna na história não é correspondida direito . E alguns momentos do prólogo, talvez tenha sido jogado na sala de edição , já que é um momento de introdução importante e se resume a apenas dois diálogos, um claro erro de Russell Mulcahy.

Mas o diretor ao menos cria um clímax interessante, com possivelmente chuvas cenográficas e traição entre bandidos (talvez a única cena realmente boa da película).Russell Mulcahy é melhor em demonstrar ação usual do que como contador de história, como já foi demonstrado em “Resident Evil – A Extinção” e na continuação de “Highlander”.  

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Spin-Offs que poderiam ter ocorrido - Parte 1


 Dorian Tyrell



O mafioso morreu no final do Máskara (1994). Em virtude disso acabou sendo substituído por Pretorius no famoso desenho animado que deu prosseguimento aos eventos do filme . Dizem que o gangster vivido por Peter Greene, viria a aparecer como fantasma na série animada, só que essa idéia acabou sendo descartada .

Peter Greene é um dos atores mais subestimados da história de Hollywood, talvez o reconhecimento que mereça só aconteça quando estiver no túmulo . Isso provavelmente se deve ao seu turbulento passado como traficante de drogas, pois mesmo em seu ápice no cinema, seu obscuro passado voltaria à tona . Caso sua associação com o submundo não tivesse ocorrido e sua carreira tivesse num bom estado, seria fácil imaginar um filme solo de Dorian Tyrell, onde seria mostrado sua entrada na criminalidade, teria como mentor/amigo Niko ( Orestes Matacena ), os inimigos seriam as gangues rivais e mostraria o inicio do seu relacionamento com Satine (Cameron Diaz).



Coringa






Jack Nicholson foi o principal responsável por ter dado uma aliviada nos fãs, na época que ficaram desesperados ao saberam que Michael Keaton viveria o Homem-Morcego. Nicholson recebeu um gordo salário, em parte merecidamente já que era o ator de maior renome do elenco. Com o estrondo de bilheteria, seu icônico personagem viria a aparecer, quando as idéias para o segundo filme estavam em pré-produção .


Não é “ A Piada Mortal”, de Alan Moore. Só que Jack Napier do universo de Batman (1989), conseguiria uma trajetória cinematográfica solo, mostrando seu passado sem grandes problemas. O britânico Hugo Blick, que viveu o jovem homicida Jack Napier no filme de Tim Burton, poderia encabeçar boa parte da projeção . Os cinquenta a sessenta minutos já seriam com Jack Nicholson, que contaria melhor o inicio da sua relação com Carl Grissom ( Jack Palance) e o inicio do seu caso extraconjugal com a mulher do patrão, Alicia (Jerry Hall).





Khan




Considerado um dos melhores vilões do Universo de Jornada . Não foi por acaso que o produtor Harve Bennett fez uma maratona com todos os episódios da série clássica e o escolhido acabou sendo “A Semente do Espaço” que mostra um Khan (Ricardo Montalbán) um pouco mais humano e civilizado do que aquele terrorista vingativo mostrado em “Star Trek - “A Ira de Khan. “

Acho Marla McGivers (Madlyn Rhue) fascinante, já que ela era funcionária da Enterprise e traiu seus colegas por ter se apaixonado por Khan . Um novo episódio, seria lançado direto em VHS ou em Made For TV e mostraria basicamente o arrependimento de McGivers por ter feito a escolha errada , vivendo uma vida difícil em Ceti Alpha V, antecedendo os eventos de “A Ira de Khan”



Palpatine






Esse é o único derivado, entre os citados, que tem chance de ocorrer. Palpatine (Ian Mcdiarmid) se mostrou bem mais interessante na nova Trilogia que na maneira como foi abordado na Trilogia Clássica. “Universo Expandido” de Star Wars, abrange uma infinidade de personagens, mais de dezenove mil e sua trajetória não foi completada nos seis filmes.

Mostraria basicamente sua relação com Darth Plagueis e seria um filme de origem extremamente sombria. Ao contrário de Anakin, a maldade sempre esteve presente no futuro Imperador, foi ele próprio que matou sua família. Com a compra bilionária que a Disney fez, essa probabilidade de ocorrer é facilmente possível.                                                                                                     






  








quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Livre para Voar (The Theory of Flight)




É interessante  observar  que a carreira do britânico  Paul Greengrass tenha sido constituída de vários thriller de ação e suspense. Só que regressando ao passado, nos idos dos anos noventa, bem antes de se tornar um diretor de filmes comerciais, ele faria uma fábula de romance que trazia dois atores britânicos que tinham encenado há poucos anos a obra-prima “Frankenstein de Mary Shelley” (1994).


Trás um homem, Richard (Kenneth Branagh) que vai para uma instituição cuidar de uma jovem portadora da doença de neurônio motor. A principal precariedade no enredo se deve a falta de dramaticidade que Jane (Helena Bonham Carter) tem com a doença, mesmo causando malefícios que iram perdurar pelo resto da sua vida, ela esta pouco preocupada com isso e também a péssima maneira que o roteiro trata a personagem , mesmo que seja baseado em uma história verídica, não contribui que o seu falecimento tenha um impacto ou forte lamentação do telespectador. Diversas produções já ensinaram que se vão matar alguém da história , o personagem tem que ter criado laços afetivos sob o público. Senão seu falecimento não irá causar efeito.


Outros problemas se devem a uma péssima subtrama, que envolve Richard querer assaltar um banco. Isso se tornar embaraçoso e poderia ter ficado na sala de edição. Também é bom ressaltar que Greengrass, como diretor, fica colocando uma péssima montagem quando Richard anseia que seu velho avião volte a funcionar. A má ideia artística se deve motivada pela má escolha da musica que vai se difundir com a cena e por tentar incluir na montagem Jane, atrás de garotos de programa.


Não chega a ser um desastre, em razão do seu elenco e pela comprida cena final ter como cenário uma vista Europeia esverdeada. Bons diálogos e uma cena eficaz contribui para que a fita não desmoronasse por completo.



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Homem do Oeste ( Man of the West)





Anthony Mann foi um versátil e competente diretor em Hollywood. Dirigiu vários Westerns famosos como “Winchester 73 “ e Épicos como “A queda do Império Romano”. Também seria o responsável pela produção de outro Épico ambientado na Grécia -“Spartacus,” produção gravada em 1959 e na qual acabou sendo demitido pelo produtor e astro Kirk Douglas. Este, deu a vez ao na época novato Stanley Kubrick, que fez um trabalho belíssimo, repleto de cenas apreciáveis . Só que antes desses acontecimentos, Mann faria a adaptação do livro de Will C Brown, que aborda a vida de um pai de família que viaja em um trem e no mesmo dia o trem é assaltado e ele ao lado de outras pessoas conseguem fugir .

A história é simplória, o que a torna atraente, chegando a figurar na lista do livro 1001 filmes para ver antes de morrer. Isso, se deve à parte técnica a sua mensagem. Quando Link Jones(Gary Cooper) caminha pouco tempo depois de ter presenciado o ocorrido no trem, ele se depara com uma casa modesta que abriga uma família de marginais na qual ele era integrado em sua juventude, antes de se redimir. A partir dai as pequenas imperfeições dessa cultuada obra roteirizada por Reginald Rose começam a surgir. Não seria necessário para o personagem Link Jones se tornar um ser mais complexo, mostrar flash-back de seu passado de delitos ? Talvez essa decisão criativa tenha sido tomada no intuito do telespectador sentir simpatia e não antipatia por Link Jones. De qualquer forma, essa decisão tomada pelo roteirista não contribui para aumentar as virtudes da película.


Existe um certo relacionamento afetivo entre Billie ( Julie London) e Link Jones. Só que existe praticamente um único momento entre os dois juntos. Na realidade era para ter mais momentos como esse, já que ele arrisca sua vida por ela. Os minutos finais se tornam genéricos, em compensação o terceiro ato dá um claro indício de que os dois iriam ter casos extraconjugais.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cegos, Surdos e Loucos (See no Evil, Hear no Evil)





É um filme até interessante graças ao carisma dos seus atores sob o comando principal. Se não fosse isso “Cegos , Surdos e Loucos “ seria um produto  facilmente descartável graças ao seu preguiçoso roteiro. Somos transportados a uma metrópole em solo ianque onde vivem os dois personagens principais. O enredo é basicamente dois deficientes   que são acusados de um crime que não cometeram. A história  escrita  a seis mãos desperdiça vários  elementos interessantes, como  por exemplo o  preconceito que a sociedade transgride   por  deficientes. Essa é apenas uma ideia mostrada vagamente no inicio de sua projeção, só que não posto na prática pela tropa de roteiristas.


Outro problema também, reside na falta de algo dramático que em nenhum momento do enredo é transmitido. Na comédia Debi e Loide (1994) dos  irmãos  Farrelly, os indivíduos  se  comportavam de maneira   desastrosa  mas  existia  vários conflitos  que davam seriedade  a  esses personagens. Aqui as  únicas  coisas  que conseguem funcionar é o carisma da dupla de comediantes e algumas cenas de ação . Outro  problema  se  deve a vilã e antagonista vivida por Joan Severance, não é mostrada a origem que deu rumo a sua vida de delitos, só que fica um pouco claro que seu passado no mundo do crime tem certa ligação com seu chefe. Mais uma vez o roteiro escrito pelo esquadrão de roteiristas não faz o minimo esforço para sabermos mais sobre a vilã.

Contendo outra fragilidade que se deve exatamente no momento em que David Lyons (Gene Wilder) e Wally são presos e levados para a delegacia na ação do crime, os policiais algemam eles de maneira imediata e friamente,   será  que no armazém não tinha nenhuma gravação   de  segurança  para as autoridades irem atrás dos verdadeiros responsáveis?   Sendo   uma das  produções que mais arrecadou dinheiro em 1989 , seria coeso terem dado um final autentico ao trio de vilões,já deixando rastro para uma sequencia caso o produtor Marvin Worth e a TriStar Pictures tivessem criado interesse em produzir ou um derivado.


domingo, 27 de janeiro de 2013

A Dama de Vermelho ( The Woman in Red )





Dirigido por Gene Wilder, que na época já era um diretor experiente com vários outros filmes sob o seu comando. É a refilmagem de um filme francês “O doce perfume do adultério”, um tipo de costume que Hollywood adora fabricar. Também foi o primeiro trabalho no cinema da modelo Kelly LeBrock que veria a fazer pouquíssimos filmes depois desse.

A trama já começa no fim da jornada, quando Teddy(Gene Wilder) fica remoendo suas atitudes em omento da sua vida era uma pessoa devotada a sua mulher e filhos, um belo dia fica alucinado
quacima de um prédio. Na história, um bem-sucedido pai de família que aparentemente até aquele mndo se depara com uma mulher travestida de vermelho. Um dos problemas se deve ao uso
de enrolações usada pelo roteiro até Teddy poder dirigir suas primeiras palavras para Charlotte ( Kelly LeBrock), pois ambos são casados . Seria mais interessante se Gene Wilder como diretor
tivesse dado um tom adulto a essa relação amorosa e não uma coisa infantiloide como a primeira como a primeira descoberta de um jovem ao seu primeiro amor.



Também é interessante observar a direção de suspense que Wilder coloca logo no inicio, quando há uma interrupção de energia e em poucos segundos, quando a situação volta ao normal, Charlotte desaparece. Outro momento que merece destaque é o encontro deles na chuva. Wilder só incluiu esse momento no produto final, e consegue extrair romance com uma qualidade estética. É uma pena, pois se ele tivesse tido um esforço um pouco maior para esse lado esse filme poderia ter mais valorização.

Outro ponto a ser abordado é o final em aberto. O filme consegue faturar 25 milhões no seu lançamento nos cinemas, não se sabe se Gene Wilder queria fazer uma continuação, já que o direcionamento final dá um claro indicio que aquela história não tinha acabado, deixando uma pequena brecha para um novo capitulo.